quinta-feira, 28 de abril de 2022

Adesão ao acordo global do metano potencializa geração de energia a partir de resíduos orgânicos

 


Durante a Conferência do Clima de Glasgow (COP26), o Brasil confirmou sua adesão ao compromisso global para a redução das emissões de metano em 30% até 2030.

E há alguns anos o país já desenvolve técnicas para a redução de emissões nas cidades e no campo.
Entre as estratégias que já são utilizadas para reduzir a emissão de metano na pecuária brasileira estão o melhoramento genético de pastagens para desenvolver alimentos mais digestíveis para os animais e o melhoramento genético destes, que permite o abate precoce.
O País também já trabalha na compensação de emissões, com sistemas Integrados de Lavoura-Pecuária e Floresta (ILPF), que hoje ocupam 17 milhões de hectares.
O Brasil também investe na terminação intensiva e manejo de dejetos de animais dentro do plano ABC+.
Até 2030 serão adotadas tecnologias sustentáveis em mais de 72 milhões de hectares de áreas degradadas e a mitigação de 1,1 bilhão de toneladas de CO² equivalente.
E para dar ainda mais força à transformação de resíduos orgânicos em energia, o Governo Federal apresentou grandes novidades neste ano.
Publicação da Estratégia Nacional de Redução de Metano - Decreto 11.003/22, publicado quatro meses após a adesão brasileira ao Acordo Global, promove a implantação de biodigestores, cooperações internacionais e medidas para aproveitar resíduos orgânicos em combustível e energia.
O programa Metano Zero dá foco à geração de combustível e energia elétrica a partir de resíduos orgânicos sucroalcooleiros, de aterros urbanos, laticínios, aves e suínos, e já nasce impulsionado por R$ 7 bilhões para a construção de 25 novas plantas de usinas para aproveitamento de resíduos orgânicos na geração de energia. 6.500 empregos devem ser gerados de forma direta ou indireta.
O acesso às novas tecnologias e recursos internacionais para implementação de pesquisas fazem parte das ações.

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