Brasil pode ser nova fronteira de investimentos em 10 anos
Avaliação foi feita após vários encontros com autoridades internacionais nos últimos meses
O ministro da Economia, Paulo Guedes, previu há pouco que o Brasil pode ser a nova fronteira de investimentos nos próximos 10 anos já que as cadeias globais não serão construídas nos mesmos eixos após a guerra na Ucrânia.
Segundo ele, esta avaliação foi feita após vários encontros com autoridades internacionais nos últimos meses e que declararam a importância do País para a segurança energética e alimentar do mundo. “O momento é decisivo; a bola está lá sem goleiro, o Brasil só precisa chutar”, disse durante o seminário “Perspectivas econômicas do Brasil”, promovido pela Arko Advice e o Traders Club.
Para Guedes, o Brasil tem como se integrar às cadeias globais limpas, de forma aberta. “Somos uma democracia liberal, testada e o Brasil virou a maior fronteira de investimentos em um momento que (outros países) querem preservar”, afirmou, acrescentando que o país tem um povo “resiliente, legal, bacana”.
O ministro voltou a falar sobre o nearshoring, que é a intenção de reaproximar fornecedores das matrizes. “Na hora que o pau come, falta tudo. Temos que estar com tudo perto. O Brasil está perto dos Estados Unidos e da Europa, tem proximidade logística e eficácia”, defendeu.
A segunda questão, conforme Guedes, é que precisa ser amigo desses países importadores. “Amigo? Democracia? Opa. Olha nós aqui”, comentou. Para o ministro, as instituições também seguem forte no país, ajudando nesse contexto. “O pau come entre os Poderes, mas ninguém atravessa linha. Tem pessoas que atravessam a linha, não instituições.”
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Inflação em abril foi de 1,06%, a mais alta desde 1996; mercado prevê 7,8% ao final deste ano; meta é 3,5%. Horas depois, o próprio ministério aumentou a previsão da inflação para este ano.
O Brasil subiu para a sétima classificação entre os países que mais atraíram Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2021 globalmente. É o que informou a Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).
Publicado nesta quarta-feira, 19, o relatório informa que o IED para a economia brasileira cresceu mais de 100% no ano passado, alcançando US$ 58 bilhões, ante U$$ 28 bilhões em 2020. Um ótimo diagnóstico para o país.
“O volume de IED para o Brasil se recuperou em 2021, voltando aos níveis médios de 2016-2019, em torno de US$ 60 bilhões, antes da pandemia, o que mostra que o país continua a atrair investimentos estrangeiros”, constatou o economista Astritt Sulstarova, da divisão de investimentos da Unctad.
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Em 2020, o Brasil tinha sido o oitavo maior destino de IED, ficando atrás de Tailândia e Luxemburgo. Agora, voltou à sétima posição, superado por EUA, China, Hong Kong, Singapura, Reino Unido (que deu um salto) e Canadá.
Globalmente, o fluxo de IED em 2021 deu um forte salto, alcançando US$ 1,65 trilhão, ou 77% a mais que os US$ 929 bilhões registrados em 2020, no auge da pandemia de coronavírus, mostrou a papelada da Unctad.
Os dados confirmam que os investimentos de empresas de fora voltaram ao patamar anterior à pandemia. As estimativas da Unctad sobre o Brasil se basearam nos dados dos primeiros 11 meses de 2021.
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