quarta-feira, 6 de julho de 2022

Pacheco contraria Randolfe e decide instaurar CPIs somente depois das eleições



Líderes partidários do Senado Federal decidiram que não vão dar palanque eleitoral para Randolfe Rodrigues e sua turma antes das eleições deste ano. Trocando em miúdos, CPI só depois do pleito de outubro. O anúncio foi feito agora à tarde por Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso.

O colégio de líderes resolveu evitar o uso das CPIs como palanque eleitoral, o que poderia alterar o resultado das eleições de 2022 e comprometer ainda mais a já desgastada imagem da Casa. Rodrigues já fez seu showzinho e, como uma criança mimada que não ganhou o doce, ameaçou levar o assunto aos seus colegas do STF. A ideia é conseguir uma liminar que obrigue os líderes, eleitos e representantes do povo, a fazer o que já constataram ser inviável no momento.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, usou sua conta no Twitter para anunciar a decisão.

"O Senado, integralmente, reconhece a importância das CPIs para investigar ilícitos no MEC, desmatamento ilegal na Amazônia, crime organizado e narcotráfico. Os requerimentos serão lidos em plenário por dever constitucional e questões procedimentais serão decididas. Porém, a ampla maioria dos líderes entende que a instalação de todas elas deve acontecer após o período eleitoral, permitindo-se a participação de todos os senadores e evitando-se a contaminação das investigações pelo processo eleitoral. Esse é o extrato da reunião de líderes ocorrida nesta manhã", tuitou Pacheco.

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