A redução da emissão de CO2 na atmosfera passa pelo equilíbrio das matrizes de transporte e energia do país. Por isso, o Governo Federal trabalha para atender a necessidade global de conciliar empreendimentos importantes à logística do país e à preservação do meio ambiente.
Entre as iniciativas no setor de infraestrutura, o Pro Trilhos permite que o setor privado construa e opere ferrovias, ramais, pátios e terminais ferroviários. Com isso, mais investimentos são destinados ao modal, ampliando a sua autonomia e reduzindo a dependência do setor de cargas brasileiro às rodovias.
Por falar nas gigantes do asfalto, os projetos de concessão rodoviária elaborados pelo @minfraestrutura trazem a obrigatoriedade da neutralização de emissão de carbono. Além disso, os concessionários devem monitorar processos erosivos, realizar o plantio compensatório da vegetação e garantir tratamento adequado às comunidades afetadas.
Para ampliar a atuação dos transportes hidroviários, a BR do Mar incentiva a navegação entre portos ou pontos da mesma costa de um país, prática conhecida como cabotagem. A medida tem por objetivo aumentar a oferta, incentivar a concorrência, reduzir custos e diminuir a emissão de gás carbônico para a atmosfera.
Já no setor de energia elétrica, em 2020 o Brasil acumulou 84% de capacidade de geração de energia renovável, ultrapassando a média global: 29%. As participações das energias eólica e solar na matriz elétrica brasileira vêm crescendo ao longo dos anos, saltando de, respectivamente, 8,6% em 2019 para 10,7% em 2021; e de 1% em 2019 para 2,7% de participação em 2021.
Além disso, o Brasil ocupa a sexta posição no Global Wind Report 2022, ranking mundial de energia eólica onshore (em terra), com 21,5 GW de capacidade instalada. O levantamento revela ainda que as usinas eólicas já respondem por 11% da matriz elétrica brasileira, com 812 empreendimentos já em operação.
No campo de combustíveis, há uma série de iniciativas para incentivar o uso de propulsores verdes. Entre eles, o RenovaBio, que busca evitar as emissões de gases de efeito estufa ao substituir combustíveis fósseis por biocombustíveis. Seu principal instrumento é o estabelecimento de metas nacionais anuais de descarbonização para o setor.
Com isso, 14,89 milhões de créditos de descarbonização (CBIOs) foram negociados em 2020 e quase 30 milhões em 2021. Cada crédito equivale a 1 tonelada de dióxido de carbono equivalente evitada na atmosfera.
Já a Estratégia Federal de Incentivo ao Uso Sustentável de Biogás e Biometano fomenta ações para reduzir as emissões de metano e estimula o uso dos combustíveis como fontes renováveis de energia. E para garantir o desenvolvimento contínuo do setor, o Programa Nacional do Bioquerosene incentiva a pesquisa e a produção de energia à base de biomassas.
Ministério do Meio Ambiente
Ministério de Minas e Energia
Ministério da Infraestrutura

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